Redação em primeira pessoa é errado? Entenda!

Redação em primeira pessoa pode ser um erro dependendo do contexto e do tipo de texto. Se você já se perguntou se pode usar “eu” na redação do ENEM, saiba que essa escolha pode comprometer sua nota se não for aplicada corretamente. 

Muitos estudantes caem nessa armadilha e acabam escrevendo de forma inadequada para a prova. Isso acontece porque o modelo exigido pelo ENEM prioriza uma abordagem impessoal e argumentativa, onde a subjetividade deve dar lugar à objetividade.

Mas calma! Se você acha que isso significa escrever de forma engessada e sem personalidade, está enganado. Há maneiras estratégicas de tornar seu texto persuasivo sem recorrer à primeira pessoa. E eu vou te mostrar exatamente como fazer isso para garantir um texto bem estruturado e dentro do que os corretores esperam. Vamos nessa?

O que é escrever na primeira pessoa em uma redação?

Escrever na primeira pessoa significa construir um texto no qual as ideias são apresentadas diretamente por quem escreve, usando pronomes como “eu”, “meu” e “nós”. Essa abordagem é muito comum em textos narrativos, autobiografias e artigos de opinião mais informais. 

Ela cria um tom pessoal, aproxima o leitor e deixa claro que as reflexões e argumentos vêm da perspectiva de quem escreve. No entanto, quando falamos de redação dissertativa-argumentativa. como a do ENEM, esse tipo de construção não é bem-vindo. 

O objetivo desse gênero textual é defender um ponto de vista de maneira impessoal, fundamentada em dados, fatos e argumentos lógicos. Isso significa que o ideal é evitar expressões subjetivas que indiquem opiniões pessoais diretas, como “eu acho”, “eu acredito” ou “na minha opinião”.

O desafio está em transmitir um argumento convincente sem recorrer à primeira pessoa. Para isso, você pode usar construções impessoais, como “percebe-se que” ou “nota-se que”, além de fundamentar seus argumentos com referências históricas, dados estatísticos e exemplos concretos. 

Assim, sua redação mantém um tom formal e argumentativo, o que é essencial para uma boa avaliação.

Posso escrever em primeira pessoa na redação do ENEM?

Essa é uma dúvida comum entre quem está se preparando para a prova. A resposta direta é: não é recomendado. A redação do ENEM exige um texto dissertativo-argumentativo, que deve ser escrito de maneira impessoal e objetiva. Isso significa que expressões como “eu acho” ou “na minha opinião” não são adequadas para esse tipo de texto.

Os corretores avaliam a capacidade do candidato de construir um argumento sólido e bem estruturado. Quando você usa a primeira pessoa, seu texto pode parecer mais opinativo do que argumentativo. Isso pode prejudicar sua nota na competência 3, que avalia a coerência dos argumentos e a construção do ponto de vista com base em informações confiáveis.

Mas isso significa que não pode haver nenhum vestígio da primeira pessoa? Na maioria dos casos, sim. Mas há algumas exceções. Se você citar um exemplo pessoal de forma estratégica e sem comprometer a impessoalidade do texto, pode ser aceito. 

No entanto, isso deve ser feito com muita cautela. Para evitar riscos, o melhor caminho é construir argumentos embasados em fatos históricos, pesquisas e dados concretos.

Quais termos evitar?

Para garantir que sua redação atenda ao formato exigido pelo ENEM, é essencial saber quais termos devem ser evitados. A primeira regra é eliminar qualquer expressão que indique opinião pessoal de forma direta. Isso inclui:

  • “Eu acho” / “Eu acredito”: O texto precisa apresentar argumentos baseados em fatos, não em achismos.
  • “Na minha opinião”: O ENEM espera uma construção argumentativa mais objetiva.
  • “Acredito que”: Em vez de opinar, utilize dados e fatos concretos para defender seu ponto de vista.
  • “Eu discordo” / “Eu concordo”: A redação não deve parecer um debate pessoal, e sim um texto embasado e coeso.
  • “Penso que”: A subjetividade pode comprometer a força do seu argumento.

Evitar esses termos ajuda a tornar sua redação mais formal e impessoal, o que é um dos critérios essenciais da correção. Quando você estrutura seu texto dessa forma, demonstra maturidade argumentativa e maior domínio da norma culta da língua portuguesa.

O que usar para evitar a primeira pessoa na redação do ENEM?

Se você não pode usar a primeira pessoa, o que fazer para estruturar seus argumentos sem perder a clareza? Existem algumas estratégias eficazes que podem te ajudar:

  1. Construções impessoais: Expressões como “é possível observar que”, “nota-se que” ou “pode-se perceber que” garantem impessoalidade sem comprometer a fluidez do texto.
  2. Uso da voz passiva: Em vez de “Eu percebo que a desigualdade social é um problema”, você pode escrever “Percebe-se que a desigualdade social é um problema”.
  3. Referências a dados e estudos: Substituir opiniões pessoais por dados concretos fortalece a argumentação. Exemplo: “Segundo o IBGE, a desigualdade social no Brasil aumentou nos últimos anos”.
  4. Uso de terceiros como referência: Em vez de expor sua opinião diretamente, você pode citar especialistas, pesquisadores ou personalidades históricas para embasar seu argumento.

Ao aplicar essas estratégias, sua redação ficará dentro das normas exigidas pelo ENEM e vai garantir que seu texto tenha um tom formal e argumentativo.

O que usar para evitar a primeira pessoa na redação do vestibular?

Se a exigência do ENEM é a impessoalidade, o mesmo vale para a redação de vestibulares. Muitas universidades seguem um modelo semelhante ao da prova nacional e esperam textos bem estruturados, sem subjetividade excessiva. 

Para isso, é essencial usar recursos que substituam a primeira pessoa sem comprometer a clareza e a coesão do texto. Uma das formas mais eficazes é recorrer à voz passiva analítica

Em vez de escrever “Eu percebo que a educação precisa de melhorias”, é possível reformular para “Percebe-se que a educação precisa de melhorias”. Dessa forma, o argumento se mantém, mas sem a presença do “eu”. 

Outra técnica é empregar construções impessoais, como “Pode-se observar que” ou “É possível afirmar que”. Essas expressões garantem a formalidade do texto sem tornar a escrita mecânica.

O uso de dados estatísticos e citações também fortalece a argumentação e evita subjetividade. Em vez de dizer “Eu acredito que o desemprego juvenil é preocupante”, você pode afirmar: “Segundo dados do IBGE, o desemprego entre jovens atinge taxas alarmantes”. 

Dessa forma, seu argumento ganha credibilidade e se mantém dentro das expectativas dos corretores. Com essas estratégias, qualquer redação de vestibular pode alcançar um nível mais alto de sofisticação e coerência.

Como se escreve um texto em primeira pessoa?

A escrita em primeira pessoa é comum em gêneros textuais que exigem um tom mais pessoal e subjetivo. Isso inclui crônicas, relatos, artigos de opinião informais e autobiografias. 

Quando escrevo dessa forma, uso pronomes como “eu” e “nós” para criar proximidade com o leitor e transmitir experiências ou reflexões próprias. Essa abordagem é ideal quando o objetivo é expressar emoções, pensamentos e vivências de maneira mais envolvente.

Por exemplo, se eu escrevesse uma crônica sobre minha jornada nos estudos, poderia iniciar com: “Desde o primeiro dia de aula, eu sabia que minha maior dificuldade seria a redação. Sentia um bloqueio sempre que precisava colocar ideias no papel.” Aqui, o tom é mais íntimo, e o leitor acompanha minha experiência de forma direta.

Mesmo em textos opinativos, há formas de estruturar um argumento sem perder a credibilidade. “Eu acredito que a educação deve ser prioridade” pode ser reformulado para “A educação deve ser prioridade para o desenvolvimento do país.” Assim, o tom pessoal permanece, mas o argumento fica mais sólido. 

O segredo é equilibrar subjetividade e objetividade para garantir que a mensagem seja clara e convincente.

Pode usar primeira pessoa no texto dissertativo?

O texto dissertativo, especialmente o exigido no ENEM e nos vestibulares, deve ser impessoal. Isso significa que a primeira pessoa não é recomendada. O objetivo desse tipo de escrita é argumentar de forma objetiva, apresentando fatos e reflexões sem a presença direta do autor no texto.

Quando se utiliza “eu” em uma dissertação, corro o risco de transformar um argumento sólido em uma opinião subjetiva. Por exemplo, “Eu acho que a desigualdade social deve ser combatida” enfraquece a argumentação porque remete à minha visão pessoal. 

O ideal seria reestruturar para “A desigualdade social deve ser combatida com políticas públicas eficazes”, o que torna a frase mais impessoal e assertiva. Há casos em que textos acadêmicos permitem o uso da primeira pessoa, como algumas redações de mestrado e doutorado. 

No entanto, no contexto do ENEM e vestibulares, evitar essa estrutura é essencial para atender às exigências da banca corretora. O foco deve ser sempre a argumentação embasada com a utilização de referências confiáveis e construções que garantam impessoalidade.

É melhor escrever em primeira ou terceira pessoa?

A escolha entre primeira e terceira pessoa depende do tipo de texto. Em textos narrativos ou reflexivos, a primeira pessoa pode trazer mais envolvimento emocional e tornar a escrita mais próxima do leitor. Já em textos acadêmicos e dissertativos, a terceira pessoa é a opção mais recomendada, pois transmite objetividade e credibilidade.

No contexto do ENEM e vestibulares, a terceira pessoa é a mais indicada. Isso porque garante impessoalidade e evita que a redação soe como uma opinião pessoal sem embasamento. 

Quando se escreve “O problema da violência urbana deve ser enfrentado com medidas eficazes”, o tom do texto se mantém neutro e argumentativo. Se a frase fosse “Eu acredito que o problema da violência deve ser combatido”, o texto perderia força, pois pareceria apenas uma opinião.

Já em gêneros como crônicas ou relatos, a primeira pessoa pode enriquecer o texto. “Eu sempre tive dificuldades com matemática” cria um tom pessoal, aproximando o leitor da experiência relatada. Tudo depende da exigência do gênero textual. No caso de redações acadêmicas e vestibulares, a melhor escolha é sempre a terceira pessoa.

Como tirar nota máxima na redação?

Alcançar a nota máxima na redação do ENEM e vestibulares exige treino direcionado e estratégia. Muitos estudantes se dedicam ao estudo das disciplinas tradicionais, mas deixam de lado um dos aspectos mais decisivos para a aprovação: a escrita. 

A diferença entre uma nota mediana e uma pontuação alta está no domínio das cinco competências exigidas pela banca corretora.

O primeiro passo é entender a estrutura do texto dissertativo-argumentativo e evitar erros que podem comprometer a pontuação. Além disso, treinar com correções detalhadas permite identificar falhas e aprimorar cada parte do texto, desde a introdução até a conclusão. Aqui entra a importância de contar com um método eficiente de treino.

Na Linha por Linha, oferecemos um sistema de correção personalizado que vai além das análises superficiais. Nossa abordagem combina inteligência artificial com especialistas experientes, proporcionando feedbacks precisos e estratégias para aprimorar sua escrita. 

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Conclusão

Redação em primeira pessoa pode parecer natural em muitos contextos, mas em provas como o ENEM e vestibulares, a impessoalidade é essencial. Saber estruturar um texto argumentativo sem recorrer ao “eu” faz toda a diferença para garantir uma boa pontuação. 

Estratégias como o uso da voz passiva, construções impessoais e referências a dados concretos tornam o texto mais formal e convincente.

Se o objetivo é alcançar a nota máxima, treinar de forma estratégica é indispensável. Com a Linha por Linha, você recebe correções detalhadas e um método que transforma seu aprendizado. Acesse agora e comece a treinar com quem entende de redação nota 1000!

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Flavia Piza
Oii! Muito prazer, eu sou a Flávia, a copywriter aqui na Linha por Linha e trago dicas valiosas sobre o universo da redação do ENEM. Aqui no blog, você vai encontrar conteúdos que vão te ajudar a entender tudo sobre a prova, desde como funciona a correção até estratégias para melhorar sua escrita. E, claro, vai descobrir como a Linha por Linha pode ser sua melhor aliada na busca pela tão sonhada nota 1000. Bora aprender diferente?
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